(Artigo enviado por: Waldemiro Gremski)
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Mas há um outro aspecto que chama atenção e que torna a aparição em
Salette a única entre todas as reconhecidas pela Igreja. Embora Maria
se manifeste envolta em glória, não está distante, flutuando no
espaço ou pairando sobre uma nuvem, inacessível. Pelo contrário;
manifesta-se como uma mulher deste mundo, vestida como as camponesas da região,
que chora e se coloca fisicamente ao lado das crianças, pisando o
mesmo chão.
Mais que isso! Aparece sentada sobre uma pedra, cotovelos apoiados nos
joelhos e o rosto coberto pelas mãos, numa atitude de profunda tristeza.
Ao ver as crianças, levanta-se, caminha em sua direção, chama-os para
perto de si e passa a conversar com Maximino e Melânia, num diálogo que
se prolonga por vários minutos, tempo durante o qual ela passa a sua mensagem.
Após concluí-la, em vez de elevar-se ou desaparecer, Maria passa a
caminhar. E caminha como companheira de uma conversa, sempre acompanhada pelas
crianças, como se estivesse passeando.
A Virgem sobe em direção ao alto da montanha por uma ladeira
errado
bastante sinuosa, sempre com as crianças a seu lado, chega até um ponto onde o
vale se estreita. Atravessa o riacho e, quando chega ao alto, sem voltar-se,
repete ainda uma vez a última parte da mensagem: “Ide, meus filhos.
Transmitireis isso a todo o meu povo” . Neste momento a bela Senhora eleva-se
à altura de um metro e meio, aproximadamente. As crianças então se aproximam
muito dela. Dizem depois, no seu depoimento, que estavam tão próximas da
Senhora que ninguém caberia entre elas e a Virgem. Maria olha para o céu
e depois para as crianças. Voltando-se para o sudoeste, funde-se na luz.
Lentamente desaparecem a cabeça, as espáduas e o restante do corpo. Maximino,
ao perceber uma rosa no pé da Senhora, tenta apanhá-la. Sua mão, porém,
fecha-se vazia.
Parece difícil acreditar que a mãe de Jesus estivesse tão próxima de nós,
quase nos tocando, caminhando ao nosso lado, tão humana, meiga e amiga,
chorando, intercedendo, alertando. Não há dúvida. É coisa de mãe. É coisa
de Maria.
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