A FÉ NUM MUNDO EM MUDANÇA

Texto produzido pelo prof. Mario Antonio Betiato Para as aulas de Teoloiga - PUCPR

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1. Introdução

O início deste século é marcado por grandes mudanças em todos os setores e aspectos da sociedade. Estudos publicados nas últimas décadas aprofundam os mais variados âmbitos em que o mundo mostra claramente esta transformação. A sociedade humana, no ambiente pós-moderno, se entende e se aceita como sociedade heterogênea e pluralista, com uma formação cultural diversificada, e este impacto é percebido de maneiras diferentes. Algumas constatações são bem aceitas, outras causam perplexidade, outras dão ocasião para uma reflexão.

Durante séculos foi sendo gestada uma fragmentação: na ciência, no pensamento filosófico e teológico, na compreensão do sentido da vida e, conseqüentemente, o homem sentiu-se diante dum mundo diferente, difícil de entender.

Este texto não pretende ser conclusivo, porém analítico. Buscaremos luzes para ajudar na formulação das perguntas certas. As respostas virão no caminhar.

2. Alguns aspectos da modernidade em crise

Apesar da riqueza de formas como o atual estágio da modernidade se apresenta, com suas crises diversas, é necessário salientar alguns aspectos mais profundos que influenciam a realidade com que o homem se defronta no cotidiano da vida.

- Fim das utopias

As grandes utopias que tentavam construir um mundo melhor para todos, contemplando especialmente a numerosa população marginalizada com os benefícios do progresso da sociedade, chegaram ao fim do século passado sem terem realizado seu sonho. Os países do Leste Europeu, a China, Cuba e outros países apostaram numa sociedade igualitária, em que todos poderiam viver com dignidade, após uma luta para eliminar as diferenças sociais e econômicas. A derrocada dos países socialistas e as dificuldades em que muitos entraram, causou uma decepção em todos os povos que alimentavam o sonho de uma igualdade social e econômica apregoada por Karl Marx. Mas não foi somente o fim da utopia socialista que deixou povos sem rumo. Também o neoliberalismo e a economia de mercado deixam povos inteiros viverem na insegurança do dia de amanhã. O modelo produz um grande número de marginalizados. As esperanças vão acabando e o "nada" (nihilismo) aparece no horizonte como ameaça para aqueles que já perderam quase tudo. Diante da miséria crescente, os cidadãos se tornam reféns em sua própria casa, protegendo-se daqueles que a sociedade tornou violentos em busca de alimento ou de dinheiro. Nesta luta pela sobrevivência só existem perdedores e a vida humana se tornou mercadoria pois o homem deixou de ser a medida de todas as coisas e passou a ser um meio de produção.

O progresso da ciência e da tecnologia não foram sinônimos de maior felicidade e bem-estar. Afirma Buarque:

"Ao contrário a humanidade em muitos aspectos regrediu do ponto de vista de sua marcha para a utopia. Diferentemente do que se imaginava, as técnicas não eliminaram a fome, a violência e a ignorância e ainda serviram para aumentar a desigualdade entre os homens".

- Fim dos grandes relatos e fragmentação das concepções

O mundo ocidental se habituou a uma filosofia que dava unidade a todo o pensamento. As grandes questões do homem e do universo eram entendidas a partir de um pensamento filosófico, somando-se a isto o fato de que a civilização ocidental foi marcada pela teologia cristã que impregnou a vida e a cultura dos povos. A fragmentação no campo da ciência, da religião e da filosofia transformou as grandes questões filosóficas do ser humano em compartimentos diversos, com conseqüências para a família, escola, estado, política. O subjetivismo tomou conta do pensamento dando lugar para um crescente relativismo, atingindo também o comportamento das pessoas. É bem verdade que a teologia precisa dialogar com a história mas a história tornou-se uma variante de possibilidades. Diz Lopes:

"Ou a teologia dialoga com a história ou tornasse irrelevante para o ser humano moderno....isso criou um problema: a história, no século XX, do ponto de vista econômico, político, social e cultural é marcadamente plural... surge neste contexto a questão do pluralismo teológico"

É fato, portanto, que os grandes tratados e os grandes gurus, tanto da filosofia quanto da teologia não se sustentam mais por si só. É significativa uma denúncia feita por Habermas em conferência proferida em 1991:

"Os mestres-pensadores caíram em descrédito.... Até mesmo Kant vê-se colhido por essa fatalidade, isto é, como um mago de um paradigma falso, de cujo domínio intelectual precisamos nos desvencilhar".

Junto com esta constatação Habermas propõe um novo conceito de verdade: o consenso. Para ele, a verdade não está mais nos grades tratados, nas grandes cosmovisões. Está com todos os que procuram se aproximar dela e discutir a partir de seus próprios paradigmas.

- Perda de sentido

A vida humana, diante das filosofias e teologias diversificadas, mudou profundamente seu significado. Os valores presentes no relacionamento que tornavam a vivência da fraternidade e a justiça uma decorrência natural da atitude perante a vida, perderam seu sentido. O homem sentiu-se livre dos imperialismos epistemológicos, quer da filosofia, quer da teologia quer da ciência. Após a última guerra, a grande conquista interior que o homem conseguiu foi da liberdade. Mas uma liberdade limitada, sem um ponto de referência que dê uma direção e isto tornou o homem infeliz. A emancipação da tutela da teologia colocou em dúvida a própria transcendência e a ausência de um sentido último para a vida tornou o próprio homem vítima de si mesmo. Quando não existe uma direção, qualquer caminho é possível, pois apenas são vistas as partes. Nesta formulação cabe a expressão de Joseph Ratzinger: ditadura do relativismo.

No ambiente pós-moderno esta "liberdade" ruiu. O ser humano descobre que, se o desafio é a felicidade, esta tem a ver com sentido último da existência. Para além do ter e do fazer no cotidiano da vida, a resposta mais segura nos remete novamente à transcendência.

"Neste final de milênio e no limiar do próximo, há um grande surto de religiosidade. As várias manifestações no campo religioso, muitas vezes, se apresentam como uma inundação que, após anos de represamento, acaba rompendo as barreiras e se lança, com ímpeto incontrolável, nas sociedades contemporâneas. Que fazer? Fugir é impossível. Deixar-se afogar, tampouco é uma solução desejável. Talvez seja melhor procurar um barco e navegar até encontrar um ancoradouro seguro, onde não apenas se possa escapar da catástrofe, como também busque-se entender o porquê daquilo que acontecera, procurando ânimo para construir um novo lugar onde se possa ser feliz. É preciso buscar sentido para a vida, caso se pretenda ser feliz."

- Pobreza humanística

O valor ontológico do ser humano também ficou diminuído e fragmentado. No palco do mundo brilhou a ciência que gerou a tecnologia e ambas foram usadas pelos meios de produção cujo vulto é tão grande que ofuscou a imagem do homem. O ser humano também foi instrumentalizado, deixando se ser um fim e tornando-se um meio de produção. Em meio a tantas concepções, quer científicas, antropológicas, teológicas, o conceito da identidade humana ficou diluído. Vejamos o que diz Heidgger:

"Nenhuma época acumulou conhecimentos tão numerosos sobre o homem sob uma forma que nos toque mais. Nenhuma época conseguiu tornar esse saber tão prontamente e tão facilmente acessível. Mas também nenhuma época soube menos o que é o homem".

As perguntas existenciais sobre o sentido, a identidade do homem, a felicidade, continuam sendo feitas de maneira intensa e lamentavelmente as respostas estão sendo buscadas nos fetiches oferecidos pela modernidade, respostas efêmeras que atrapalham e por vezes anulam uma opção definitiva por uma transcendência libertadora, o que caracteriza a plenitude do ser humano enquanto ser aberto ao transcendente.

- Preocupação por interesses pessoais

A falta de significado para a totalidade da vida humana, incluindo a transcendência, deu lugar a lutas em que prevalecem os interesses individuais. Em toda parte proliferam os particularismos através dos quais cada um se decide momentaneamente por aquilo que lhe interessa a si ou a sua tribo. A falta de compromisso com a pessoa tornou frágeis os laços familiares, a confiabilidade nas relações de trabalho e a credibilidade nos homens públicos. O imediatismo nas soluções e a fuga de envolvimentos sociais e afetivos acentuam este egoísmo, já a partir das gerações novas.

- Narciso e Prometeu

Prometeu é uma figura mitológica grega que assumiu o partido da causa humana. Esteve a favor do homem, roubou dos deuses o fogo para dá-lo ao homem. Esta luta custou-lhe castigos incríveis, mas ele permaneceu fiel. Prometeu é o referencial da plenitude humana: o homem que acolhe Deus, que está aberto ao transcendente e não fica ensimesmado.

Atualmente, Narciso está tomando lugar do Prometeu. Narciso é outra figura mitológica que se encanta com sua própria imagem. Ao contemplar o rosto espelhado no lago sereno, enamorou-se de sua própria beleza. O homem da pós-modernidade faz também a opção por si, por seus bens e seu conforto, idolatrando o próprio corpo, tornando-se reducionista e negando sua plenitude.

- Retorno ao religioso

O início deste século apresenta uma explosão de novas formas de religião. Um dos motivos pode ser uma reação diante do racionalismo moderno (deusa razão) e da dicotomia em que era apresentada a fé cristã: corpo e alma, essência e existência, pecado e graça. Também há uma forte tendência de cada pessoa buscar sua forma religiosa dentro de um subjetivismo que respeita os interesses pessoais e em algumas situações usa uma nova forma de unidade através do holismo. Entretanto, os aspectos negativos da pós-modernidade não negam as grandes conquistas feitas pela humanidade: a valorização da pessoa, através da qual o homem e a mulher afirmam sua identidade, sua dignidade e sua subjetividade, a democracia, o avanço tecnológico na saúde, na comunicação, na informática, na pesquisa científica.

A presença da cultura cristã ocidental deixou marcas no mundo inteiro e moldou o ocidente. Por causa do imperialismo cristão, Jesus Cristo foi estudado e pesquisado por todas as ideologias e todos os movimentos. Jesus ficou conhecido. Seu aspecto humano estudado no seu contexto histórico tornou a pessoa de Jesus mais compreensível e se o aspecto humano foi amplamente compreendido, a transcendência cristã se diluiu em opções pessoais.

Foram aprofundadas a cultura judaica e cristã no ocidente, pois o Evangelho e a expansão do cristianismo passaram por uma forte ocidentalização. Nossa visão de cristianismo é ocidental, e existe um passo problemático necessário para o cristianismo que não foi dado, que é a universalização do Evangelho nas diversas e distintas culturas.

Uma constatação estatística indica que o cristianismo não é mais a religião da maioria. E seu processo de expansão é mais lento que o de várias outras religiões. Diante disso se impõe uma pergunta: Como levar a fé cristã às culturas? Em que consiste a inculturação da fé? A fé cristã, responde com eficácia à busca do transcendente de todas as culturas?


3. A fé num mundo fragmentado

Uma canção juvenil dos motoqueiros na Áustria repetia o seguinte refrão: "Não sei para onde vou, por isso chego mais rápido". A intenção dos aventureiros, que percorrem as estradas montanhosas numa moto, reflete a realidade que o final do século vive: a aventura de viver perigosamente (adrenalina pura), o aproveitamento daquilo que emerge no momento e a despreocupação pelo futuro.

Dentro desta visão, também surge à pergunta sobre a fé em Jesus Cristo. A realidade existencial do homem moderno, que vive momentos fortes, na alegria e no sofrimento, na surpresa e na decepção, sofreu essa guinada a partir do momento em que a visão de totalidade se relativizou. O sentido da vida deixou de ser buscado nas aspirações profundas do ser humano, no eterno, na transcendência, em favor duma satisfação momentânea, colocando a fé em Deus sob suspeita. A vida tornou-se uma soma de fragmentos desconexos. Vivem-se momentos e situações fortes, sem um horizonte específico. A fé cristã se ressente profundamente desta situação.

Jesus Cristo que foi sempre o ponto de referência definitiva na vida de todos os cristãos, tornou-se uma opção a mais no cabedal de opções místicas da pós-modernidade. Além do que, para o homem atual, Jesus Cristo é apresentado de diversas formas. As opiniões variam entre um Deus que se fez homem, até um mito útil para pessoas frágeis eu um fetiche.

A Igreja, que tem sua origem em Jesus Cristo, passa também por questionamentos que põem sua legitimidade em dúvida. A teologia tradicional moldada desde a patrística, elaborada e sistematizada por nomes consagrados universalmente, é contestada pelas diversas teologias progressistas, como a Teologia Política, Teologia do Conflito.

Está criando corpo a Teologia Feminista, abordando a fé a partir da realidade vivida pela mulher, questionando a Teologia Cristã universal, assumida pelo homem, que na sua intenção sempre quer estar acima da questão de gênero. Dentro dos povos e raças surgem manifestações teológicas dndo maior valor ao contexto vital das culturas nas quais o Evangelho penetra.

A Teologia da Libertação teve suas origens na América Latina. Seu ponto de partida foi a reflexão sobre a realidade vivida pelo povo Latino-americano marginalizado. O modelo da Teologia da Libertação provocou, como reação, a Teologia da Redenção, que tentou dar outro enfoque a vários aspectos contestatórios dentro da Igreja Latino-americana e de outros continentes. É o neo-pentecostalismo que toma vulto a cada dia com maior força.

A Bíblia, livro inspirador para todos os cristãos, foi pesquisada e interpretada por um grande número de pessoas interessadas. Para muitos a Bíblia é um livro sagrado, cuja palavra deve ser seguida ao pé da letra. Essa posição fundamentalista cria polêmicas entre cristãos e também manifestações fanáticas entre os seguidores. Em muitas comunidades a Bíblia é a grande ferramenta para implantar o Reino de Deus. Comunidades simples se reúnem, ao lado de especialistas em Sagradas Escrituras, para descobrir a vontade de Deus em meio à realidade da vida.

Um grande desafio com respeito a Bíblia, está ligado às novas hipóteses em torno de Jesus Histórico. Existe um investimento na pesquisa bíblica. Mas as suspeitas sistemáticas sobre os escritos bíblicos e seus personagens, lançaram também as suspeitas sobre Jesus Histórico e o Cristo da fé. Os dogmas tornaram-se vulneráveis.

A religiosidade popular já não é mais uma característica somente dos católicos ou dos cristãos. Em toda parte surgem seitas, crenças, crendices, filosofias com caráter esotérico, cultos da natureza, reinventando magias antigas ou elaborando manifestações religiosas radicais, pondo em risco a própria vida humana.

Uma sociedade fragmentada, que não favorece a visão de totalidade, percebe que todos os valores são questionados. Não existe mais algo absoluto que seja sagrado. Os meios de comunicação penetram em todos os ambientes, vasculham a vida de todas as pessoas e lançam suspeitas sobre todas as atitudes humanas. No mundo ocidental dessacralizado, o sagrado perdeu seu lugar.


4. A singularidade cristã

O racionalismo moderno fez com que o cristianismo se tornasse uma religião doutrinária, marcada por conceitos e pelo dualismo. Percebe-se a separação entre fé e vida. As diversas divisões na compreensão da fé fizeram dela um produto de consumo pessoal. O cristianismo na realidade, sabemos que não é uma doutrina, mas uma pessoa. Diante disso é necessário abdicar de uma teologia e de uma filosofia comuns, pois elas não são a mesma coisa dado que a verdade filosófica tem como ponto de partida a razão enquanto que a verdade teológica cristã parte da experiência da pessoa de Jesus Cristo. Essas duas realidades não são sinônimas. Qual é o centro da fé: uma doutrina ou o encontro com Alguém? O que é uma verdade teológica: uma questão conceitual ou uma questão de vida? Sustentamos que a verdade cristã é uma questão de vida e de práxis. Conhecer não é saber, mas amar e seguir. O que se anuncia: verdades ou a pessoa de Jesus Cristo? Isto não significa abandonar a racionalidade da fé, mas implica em renunciar a pretensão de reduzir a fé a um sistema de verdades. Cristianismo é uma experiência, é vida, é abrir-se ao mistério do outro e anunciar o Evangelho aos pobres. Num mundo marcado pela economia de mercado, cuja lógica é a valorização do lucro e a conseqüente marginalização de inúmeras pessoas e grupos do sistema, o anúncio da Boa Nova aos marginalizados fere o aspecto econômico hipertrofiado na sociedade globalizada. Por isso o capitalismo sempre reage à idéia de evangelizar os pobres.

O documento de Medellín (documento oficial da Igreja para a América Latina) diz: "houve-se um clamor surdo, de milhares de cristãos que esperam de seus pastores, uma libertação que tarda a chegar". O documento de Puebla, mais tarde, afirma: "o clamor já não é mais surdo. É claro, impetuoso e em alguns casos, até, ameaçador". Essa afirmativa vem alimentar a idéia de que o mistério cristão não é algo do outro mundo. Uma experiência de fé tem a ver com as relações do mundo objetivo.

Entretanto, diante da sociedade e da pessoa que absolutiza a subjetividade, Deus acabou sendo totalmente Outro. Ele não "está não meio de nós". Deus é uma outra coisa distante da vida. No entanto, Jesus Cristo é o homem para o outro e afirma que o maior é aquele que serve. E o serviço sempre exige um relacionamento com outra pessoa que é sujeito e não objeto de favores. Essa é mais genuína espiritualidade cristã. O homem é construtor da história. Mas a história não tem um fim em si mesmo. O ser humano e a história são abertos para o transcendente. A cultura ocidental faz de Deus um rival do homem, pois Deus é aquele que está distante, proíbe e castiga. A descoberta de Deus parceiro na caminhada com o povo e com cada pessoa é prerrogativa para uma vivência humana em plenitude. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Nele se encontra a harmonia ideal para cada pessoa. Entretanto, constatamos que diante da derrocada das grandes utopias, infelizmente, esta concepção de Evangelho não se impõe como uma nova alternativa.

Durante muitos séculos o comportamento ético do homem era a observância de leis, normas e códigos. Agora a subjetividade relativizou toda aquela ética. Diante deste quadro existe a proposta do seguimento de Cristo, pois nele cada ser humano é valorizado. A valorização do homem, como Jesus Cristo expressa, supera o egoísmo e a busca desenfreada do hedonismo.

O individualismo moderno e a "ditadura do relativismo", na concepção cristã devem ser superados pela proposta de Jesus Cristo que tem seu fundamento plenamente num Deus que é Pai. O ser humano é convidado a optar. E a opção realizante é a mesma de Jesus Cristo: ter como centro de sua vida o Pai, e no Pai amar e servir o mundo. Por isso, no mistério cristão, diante de cada pessoa está o convite de Jesus Cristo para construir o Reino de Deus, já agora, sem perder a noção da sua plena realização escatológica.

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